Critérios e Simbologia
INDÚSTRIA COMÉRCIO e SERVIÇOS
  
Critérios
Os valores de mercado das empresas, assim como as métricas de valor apresentadas, foram calculados a partir de seus desempenhos operacionais verificados em cada exercício social. Dessa forma, as projeções de fluxos de caixa para períodos futuros mantiveram os mesmos valores apurados no exercício social em avaliação.

Base de Dados:

Demonstrações contábeis das companhias de capital aberto brasileiras, disponibilizadas pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM (www.cvm.gov.br).

Tratamento das Informações Contábeis:

  • Sempre que indicado, os resultados de cada exercício são apurados em moeda de compra de final de ano, através da sistemática de correção monetária de balanços adotada no Brasil até 1996.
  • Exceto as despesas financeiras, todas as demais receitas/despesas do demonstrativo de resultados são consideradas operacionais.
  • Adotou-se a alíquota de Imposto de Renda de 34% para cálculo do resultado operacional e resultado líquido de cada ano.
  • O Custo do Capital Próprio (Ke), diante das restrições de sua obtenção no Brasil, foi calculado para cada setor por benchmark do mercado dos EUA. Foi adotado o modelo do CAPM (Capital Asset Pricing Model), e os fundamentos foram obtidos de informações disponibilizadas em: http://www.damodaran.com.
  • Os percentuais considerados de custo de capital das empresas são aproximações, e foram calculados em hipóteses simplificadas visando ilustrar algumas medidas financeiras de valor. Os resultados das empresas disponibilizados nesse site permitem que sejam realizadas outras simulações, de acordo com os critérios dos analistas.
  • O Custo do Capital de Terceiros (Ki), diante das limitações de se obter este custo das demonstrações contábeis brasileiras, foi apurado através de um modelo que leva em consideração a taxa prime rate, benefício fiscal da dívida e risco país.
  • A taxa de inflação utilizada para cálculo de valores corrigidos foi o IGP-di (Índice Geral de Preços – disponibilidade interna), conforme apurado pela Fundação Getúlio Vargas.
  • Para os setores que apresentaram PL (Patrimônio Líquido) negativo, não foram efetuados cálculos para os seguintes indicadores:

    - Endividamento Oneroso
    - Endividamento Total
    - Grau de Alavancagem Financeira
    - Valor da Empresa / Patrimônio Líquido
    - Retorno sobre o Capital Próprio (ROE)
    - ROCE - WACC
    - ROE - Ke
    - WACC

Formulações:

A metodologia de apuração e interpretação dos indicadores econômico-financeiros adotada, tem como base as seguintes publicações de autoria do Prof. Alexandre Assaf Neto:

  • FINANÇAS CORPORATIVAS. 3ª edição. São Paulo: Atlas, 2007
  • ESTRUTURA E ANÁLISE DE BALANÇOS. 8ª edição. São Paulo: Atlas, 2006.

 

Interpretação dos Resultados

Grupo 1: Desempenho  Operacional

Margem Bruta - Relação entre o Lucro Bruto e o montante das Receitas Líquidas de Vendas. Mede a eficiência produtiva, ou seja, quanto restou de lucro das vendas do exercício após a dedução dos custos de produção.

Giro dos Investimentos – Relação entre o montante das Receitas Líquidas de Venda e o total do Capital Investido (investimento fixo e investimento em giro). Para cada R$ 1,00 de investimento total, quanto a empresa realizou em vendas.

Giro dos Ativos – Relação entre o montante das Receitas Líquidas de Venda e o Ativo Total.

Margem Operacional Restrita – Relação entre o Resultado Operacional Restrito (líquido do IR) e o montante das Receitas Líquidas de Venda. Resultado Operacional Restrito é o resultado proveniente da atividade objeto da empresa, calculado antes das Despesas Financeiras e outras que não se vinculam, com maior rigor, ao negócio principal da empresa, como Resultados de Equivalência Patrimonial e Resultados Não Operacionais.

Margem Operacional Ampla – Relação entre o Resultado Operacional Amplo (líquido do IR) e o montante das Receitas Líquidas de Venda. Para o cálculo do Resultado Operacional Amplo somente as Despesas Financeiras são admitidas como não-operacionais.

ROCE – Retorno sobre o Capital Investido – Relação entre o Resultado Operacional Amplo (líquido do IR) e o Investimento Total (Capital Employed). Retorno oferecido aos proprietários de capital (credores e acionistas) pelo investimento realizado na empresa.

Vida Útil Média da Empresa (anos) – Relação entre o total bruto dos ativos fixos, sujeitos a depreciação, amortização e exaustão, pelo valor da depreciação/amortização/exaustão calculado para o exercício. Mede a duração (em anos) média dos ativos produtivos da empresa com base nas informações de cada exercício social.



 

Grupo 2: Desempenho das  Vendas

Evolução das Vendas – Mede o crescimento percentual das Receitas Líquidas de Vendas das empresas de um exercício social para outro.

Evolução do NOPAT Amplo – Mede o crescimento percentual do Resultado Operacional Amplo Líquido do IR (NOPAT Amplo) verificado de um exercício social para outro.

Evolução do NOPAT Restrito - Mede o crescimento percentual do Resultado Operacional Restrito Líquido do IR (NOPAT Restrito) de um exercício social para outro.

Despesas Operacionais / Vendas – Relação entre as Despesas Operacionais totais (são excluídas somente as despesas financeiras) e as Receitas Líquidas de Vendas. Parte das receitas de vendas destinada a cobrir as despesas operacionais incorridas pela empresa em cada exercício social.

Despesas Financeiras (Líq. IR) / Vendas – Relação entre as Despesas Financeiras Líquidas do IR (despesas com juros líquidas do benefício fiscal) e as Receitas Líquidas de Vendas. Parcela das receitas de vendas destinada a cobrir os encargos financeiros de competência de cada exercício social.

Margem Líquida – Relação entre o Resultado Líquido e as Receitas Líquidas de Vendas de cada exercício social. Indica a parcela das receitas de vendas que restou aos proprietários após serem cobertos todos os custos e despesas incorridos no exercício.

Empresas com Resultado Líquido Positivo – Porcentagem das companhias abertas que apresentaram Resultado Líquido positivo.



 

Grupo 3: Geração de Caixa e Equilíbrio Financeiro

Liquidez Corrente – Relação entre o Ativo Circulante e o Passivo Circulante apurados em cada exercício. Para cada R$ 1,00 de dívidas correntes (curto prazo), quanto a empresa mantém em ativos de mesma maturidade.

Liquidez Seca – Relação entre o Ativo Circulante (deduzido dos Estoques e Despesas Antecipadas) e o Passivo Circulante. Mede a capacidade de pagamento da empresa através de seus ativos monetários correntes (basicamente disponibilidades e valores a receber).

EBITDA / Vendas – EBITDA (em inglês: earning before interest, taxes, depreciation/depletion and amortization): Lucro antes dos Juros, Impostos sobre lucros, Depreciação, Exaustão e Amortização. EBITDA revela capacidade de geração interna de caixa da empresa. EBITDA / Vendas mede o equivalente percentual das Receitas Líquidas de Vendas que a empresa gerou em caixa de suas operações no exercício.

EBITDA / Despesas Financeiras – Indicador também conhecido por “Cobertura de Juros”. Mede a geração interna de caixa para cada R$ 1,00 apropriado de juros no exercício.

NIG em Dias de Vendas – NIG (Necessidade de Investimento em Giro) reflete a efetiva necessidade de investimento em giro de uma empresa, expresso em unidades monetárias, e determinada pelos seus prazos operacionais e volume de atividade. NIG em Dias de Vendas é determinada pela relação entre o total da NIG (R$) da empresa e o volume médio diário de vendas do exercício. Quantos dias de vendas são demandados para financiar as necessidades de capital de giro da empresa.

NIG / Vendas – Relação entre a NIG (Necessidade de Investimento em Giro) e as Receitas Líquidas de Vendas. Parcela (em %) que a necessidade de investimento em giro da empresa representa de seu montante de vendas.



 

Grupo  4: Estrutura de Capital e Alavancagem

Endividamento Total (Fim de Ano) – Relação entre o Passivo Total (Circulante + Exigível de Longo Prazo) e o Patrimônio Líquido. Para cada R$ 1,00 de capital próprio investido, quanto a empresa captou de terceiros. O indicador é calculado em valores de final do exercício.

Endividamento Total (Médio) – Indicador semelhante ao anterior, diferenciando-se somente por ser calculado, para cada exercício social, em valores médios de Patrimônio Líquido e Passivos Exigíveis.

Endividamento Oneroso Médio – Relação entre os Passivos Onerosos geradores de encargos financeiros (empréstimos e financiamentos, basicamente) e o Patrimônio Líquido verificada em cada exercício social.

Passivo Total Médio / Ativo Total Médio – Relação entre o Passivo Total (Circulante e Exigível de Longo Prazo) e o Ativo Total. Calculado a partir de valores médios do exercício. Indica a participação dos recursos próprios no financiamento do ativo total da empresa em cada exercício.

Passivo Oneroso Médio / Ativo Total Médio – Relação entre os Passivos Onerosos e o Ativo Total de cada exercício, ambos medidos em valores médios. Mede a participação das dívidas onerosas no total do Ativo da empresa.




Grupo  5: Geração de Valor ao Acionista

ROE – Retorno Sobre Patrimônio Líquido – Relação entre o Resultado Líquido e o Patrimônio Líquido Médio mantido pela empresa no exercício. Taxa de rentabilidade oferecida ao capital próprio.

Prêmio pelo Risco do Acionista ( % ) – Quanto o acionista auferiu de retorno, em porcentagem, acima da taxa média da SELIC no exercício. SELIC: taxa de referência dos juros no mercado, admitida como de mais baixo risco.

Prêmio pelo Risco do Acionista ( R$ ) – Valor (em R$) obtido pelo acionista acima do ganho monetário que o capital próprio auferiria se tivesse sido aplicado à taxa SELIC. O capital próprio (patrimônio líquido) é considerado, para cada exercício, pelo seu valor médio.

Prêmio pelo Risco do Acionista / Patrimônio Líquido – Ganho (em R$) auferido pelo acionista acima da SELIC em relação ao capital próprio médio investido na empresa em cada exercício.

Resultado do Acionista pela Alavancagem – Relação entre o Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROE) e o Retorno do Capital Investido (ROCE). Mede o retorno adicional do acionista (positivo ou negativo), em cada exercício, em razão da empresa manter uma estrutura de capital alavancada.



 

Grupo 6: Métricas de Valor

Ke – Custo do Capital Próprio – Custo de oportunidade do acionista. Remuneração mínima exigida determinada pelo risco do investimento. É obtido por benchmark do mercado dos EUA de acordo com metodologia resumida acima no item “Tratamento das Informações Contábeis”.

WACC – Custo Total de Capital – Custo médio ponderado de capital. Custo de cada fonte de financiamento (própria e de terceiros) ponderado pela participação na estrutura de capital da empresa. Taxa mínima de atratividade do capital total investido.

ROE Econômico – Retorno sobre o Capital Próprio que excede ao Custo de Oportunidade do Acionista (Custo de Capital Próprio). Ou seja: ROE – Ke. Taxa de remuneração do acionista que excedeu ao risco de seu investimento. Indicador de geração de valor econômico do acionista.

ROCE Econômico – Retorno do Capital Investido (ROCE) que excedeu, em cada exercício, ao Custo Total de Capital (WACC) da empresa. Medida de geração de valor econômico da empresa.

Valor da Empresa / Capital Investido - Relação entre o Valor de Mercado da empresa, apurado com base no desempenho em cada exercício, e o total do capital investido em seus negócios (investimento fixo e investimento em giro). Quando superior a 1,0, indica ser o valor econômico da empresa maior que o capital investido, indicando criação de riqueza. Caso contrário, quando menor que 1,0, reflete destruição de valor da empresa no exercício.



 

Grupo 7: Taxa Real de Retorno

Todos os indicadores do grupo são calculados em taxa real, ou seja, depurados dos efeitos da inflação verificada em cada exercício.



 

Recomendações

As informações econômico-financeiras e indicadores de desempenho das companhias abertas brasileira, conforme disponibilizados nesse site, não têm por objetivo nortear ou induzir a qualquer decisão financeira, seja tanto em nível corporativo como pessoal. Não há nenhuma responsabilidade pelo uso dessas informações e resultados que venham a ocorrer pelas decisões tomadas.


Simbologias
  • CCL – Capital circulante líquido
  • EBITDA – Earning Before Interest, Tax, Depreciation and Amortization. Lucro antes dos juros, imposto de renda, depreciação e amortização.
  • GAF – Grau de alavancagem financeira
  • Ke – Custo do capital próprio
  • Ki – Custo do capital de terceiros
  • NIG – Necessidade de investimento em giro
  • NOPAT – Net Operating Profit After Taxes. Lucro operacional líquido do imposto de renda.
  • PL – Patrimônio Líquido
  • ROCE – Return on Capital Employed. Retorno sobre o capital investido.
  • ROE – Return on Equity. Retorno sobre o patrimônio líquido (capital próprio).
  • WACC – Weighted Average Cost of Capital. Custo médio ponderado de capital.

 

BANCOS
 
Critérios

Todos os indicadores econômicos e financeiros dos bancos, assim como todas as métricas de valor apresentadas, foram calculados a partir dos desempenhos operacionais verificados em cada exercício social. Não foram projetados fluxos de caixa e desempenhos futuros. Foi admitido na análise desenvolvida, que as projeções de resultados futuros mantiveram os mesmos valores apurados no exercício social em avaliação.

Base de Dados

Demonstrações contábeis de instituições financeiras de capital aberto, disponibilizadas pela Comissão de Valores Mobiliários – CVM (www.cvm.gov.br).

Tratamento das Demonstrações Contábeis

  • Salvo quando expresso de forma diferente, os resultados de cada exercício são calculados em moeda de poder de compra corrente, conforme apurado nos demonstrativos contábeis publicados em cada exercício.
  • Foi adotada a alíquota de 34% de Imposto de renda para cálculo do resultado operacional líquido e do resultado líquido de cada exercício.
  • O Custo de Capital Próprio (Ke), diante das restrições de sua obtenção no Brasil, foi calculado para cada ano, por benchmark do mercado dos EUA. Foi adotado o método do CAPM (Capital Asset Pricing Model), e os fundamentos foram obtidos de informações disponíveis em: http://www.damodaran.com.
  • Os percentuais considerados como custo de capital das instituições financeiras são aproximações, e foram calculados a partir de hipóteses simplificadas, visando ilustrar algumas medidas financeiras de valor. Os resultados das instituições financeiras disponibilizados nesse site permitem que sejam realizadas outras simulações, de acordo com os critérios e objetivos dos analistas.

Formulações

A metodologia de apuração e interpretação dos indicadores econômico-financeiros adotada, tem como referência as seguintes publicações do Professor Alexandre Assaf Neto:

  • FINANÇAS CORPORATIVAS E VALOR. 3ª edição. São Paulo: Atlas, 2007 
  • ESTRUTURA E ANÁLISE DE BALANÇOS. 8ª edição. São Paulo: Atlas, 2006.

Planilha de Análise de Balanço Consolidado 

Os indicadores de desempenho econômico-financeiro, assim como as medidas estatísticas de tendência central e de dispersão, foram calculados dos balanços consolidados de todas as instituições de cada exercício.

 Indicadores de Desempenho Econômico-Financeiro (Médias – Bancos)

Os indicadores de desempenho econômico-financeiro, assim como as medidas estatísticas de tendência central e de dispersão, foram calculados como média dos balanços publicados por cada instituição financeira, ao final de cada exercício social. Os indicadores de desempenho são calculados para cada banco, em cada exercício social, e posteriormente apurados os respectivos valores médios.

Indicadores de Desempenho

Grupo 1: Desempenho Operacional

Margem Financeira dos Ativos – Relação entre o resultado bruto de intermediação financeira e o total do ativo do banco. Mostra para cada R$ 1,00 de ativo quanto a instituição apurou na intermediação financeira.

Custo Médio de Captação – Relação entre as despesas de captação no mercado apropriadas em cada exercício, e o total dos depósitos a prazo mantidos pelo banco. Revela o custo financeiro do capital investido na instituição por poupadores (custo de captação).

Retorno Médio das Operações de Crédito – Relação entre as receitas financeiras provenientes das operações de crédito e o valor médio aplicado em créditos. Apura a taxa de retorno das aplicações em créditos, a qual é geralmente confrontada com o custo de captação para se avaliar o spread bruto do banco.

 Lucratividade dos Ativos – Relação entre as receitas de intermediação financeira e o ativo total do banco. Porcentagem do total investido na instituição (ativo total) que se transformou em receitas financeiras.

Juros Passivos – Relação entre a despesa de intermediação financeira e o passivo total mantido pelo banco. Custo das fontes de financiamento do banco.




Grupo 2: Desempenho das Receitas Financeiras

Evolução das Receitas Financeiras – Mede o crescimento percentual das receitas de intermediação financeira do banco de um exercício social para outro.

Evolução do Lucro Líquido – Crescimento percentual do resultado líquido do banco verificado de um exercício social para outro.

Margem Financeira das Receitas – Relação entre o resultado bruto de intermediação financeira e as receitas de intermediação financeira. Margem bruta apurada pelo banco no exercício.

Margem Líquida – Relação entre o lucro líquido e as receitas de intermediação financeira. Revela a parcela das receitas financeiras do banco, que restou aos acionistas, após serem descontados todos os custos e despesas incorridos no exercício.

Índice de Eficiência – Relação entre as despesas operacionais incorridas no exercício e as receitas de intermediação financeira. Pode revelar a produtividade do banco.




 Grupo 3: Geração de Caixa e Equilíbrio Financeiro

Encaixe Voluntário – Relação entre as disponibilidades e o depósito a vista. Indica a capacidade financeira imediata do banco em cobrir saques contra depósitos a vista.

Liquidez Imediata – Relação entre as disponibilidades mais as aplicações interfinanceiras de liquidez e os depósitos a vista. Revela quanto a instituição possui de recursos disponíveis totais para cobrir seus depósitos a vista.

Índice Empréstimos/Depósitos – Relação entre as operações de crédito e o total da captação do banco sob a forma de depósitos. Quanto a instituição captou de empréstimo para cada R$ 1,00 que emprestou.

Capital de Giro Próprio - Diferença entre o patrimônio líquido e o ativo permanente. Indica os recursos próprios da instituição que se encontram financiando as operações ativas.

Participação dos Empréstimos – Relação entre as operações de crédito e o ativo total. Percentual do ativo total de um banco que se encontra aplicado em operações de empréstimos (créditos).




Grupo 4: Estrutura de Capital e Alavancagem

Independência Financeira (Fim de Ano) – Relação entre o patrimônio líquido e o ativo total, medido em valores de final de ano.

Independência Financeira (Médio) – Idem, calculado pelo ativo total médio do exercício.

Leverage - Relação entre o ativo total e o patrimônio líquido. Revela quantas vezes o ativo do banco é maior que o capital próprio investido.

Relação Capital/Depositantes – Relação entre o patrimônio líquido e o total dos depósitos passivos. Para cada R$ 1,00 de captação dos bancos, sob a forma de depósitos, quanto foi aplicado de recursos próprios.

Imobilização do Capital Próprio – Relação entre o ativo permanente e o patrimônio líquido. Porcentagem do capital próprio aplicado no banco que foi imobilizado em ativo permanente.




 Grupo 5: Rentabilidade, Lucratividade e Spread

Retorno Médio sobre o Patrimônio Líquido (ROE) – Relação entre o resultado líquido e o patrimônio líquido médio do exercício. Taxa de retorno do capital próprio.

Retorno Médio sobre o Ativo Total (ROA) – Relação entre o resultado líquido e o ativo total mantido pelo banco. Revela a taxa de retorno do capital total (total do ativo) investido.

Giro do PL – Relação entre as receitas de intermediação financeira e o patrimônio líquido. Quantas vezes o capital próprio se transformou em receitas.

Spread Total – Diferença entre o retorno médio das operações de crédito e o custo médio de captação. Ganho bruto da instituição na atividade de intermediação financeira.

Taxa de Reinvestimento do Lucro – Relação entre o resultado líquido reinvestido (lucro líquido – dividendos) e o patrimônio líquido. Variação nos capital próprio de um banco (patrimônio líquido), determinada pela retenção dos lucros.

Índice de Retenção de Lucro – Relação entre o resultado líquido reinvestido (lucro líquido – dividendos) e o lucro líquido do exercício. Revela a percentagem do lucro líquido não distribuído aos acionistas, retido para reinvestimento.

Limite de Expansão - Calculado pelo produto da taxa de retenção do lucro e o índice de independência financeira. Revela a expansão máxima dos ativos do banco possíveis de serem financiados por recursos próprios.




 Grupo 6: Criação de Valor

Custo de Oportunidade do Capital Próprio – Remuneração mínima exigida pelos acionistas para o capital aplicado. Obtido por benchmark através de suposições bastante simplificadas.

Prêmio pelo Risco do Acionista – Diferença entre o retorno do capital próprio (ROE) e a taxa SELIC média da economia. Revela a remuneração do acionista acima da taxa de risco mínimo da economia (taxa SELIC).

ROE Econômico – Diferença entre o retorno sobre o capital próprio (ROE) e o custo de oportunidade do capital próprio. Quanto a instituição foi capaz de remunerar os seus acionistas acima do custo de capital. Indicador de agregação de valor.

Recomendações

As informações econômico-financeiras e indicadores de desempenho das instituições financeiras de capital aberto, conforme disponibilizadas nesse site, NÃO têm por objetivo nortear ou induzir a qualquer decisão financeira, seja tanto em nível corporativo quanto pessoal. NÃO há nenhuma responsabilidade pelo uso dessas informações e resultados que venham a ocorrer pelas decisões tomadas.

Indicadores a Valor de Mercado
 

O valor de mercado do Patrimônio Líquido de uma empresa é dado pela multiplicação entre a cotação de final de ano de suas ações em Bolsa de Valores pelo número total de ações que compõem o seu capital, devidamente separadas por tipo de ação (ordinária e preferencial), conforme divulgado pela BM&FBOVESPA.

O valor contábil do Patrimônio Líquido é o valor apurado pelas normas contábeis vigentes no Brasil pelas sociedades anônimas de capital aberto conforme divulgado em seus demonstrativos oficiais.

Metodologia:

O valor do Patrimônio Líquido a valor de mercado das empresas de capital aberto brasileiras foi tomado com base nos números divulgados pelo relatório estatístico da BM&FBOVESPA de dezembro de cada um dos anos analisados.

Já o Patrimônio Líquido contábil foi obtido pelos balanços patrimoniais disponibilizados pelas empresas também na BM&FBOVESPA que estão disponíveis via CVM.

Para se chegar ao valor do Patrimônio Líquido do setor, somou-se o respectivo valor (contábil e a mercado) de cada empresa, compondo assim, o total do setor.

Limitações do estudo:

  •  Em alguns casos pode não haver negócios todos os dias com todos os tipos de ações em Bolsa, motivo pelo qual se toma o valor médio dos preços disponíveis.
  • Deve-se levar em conta ainda que o número de empresas em cada ano pode ser diferente devido a fatores como: disponibilidade de dados, entrada/saída de empresas do mercado, fusões, aquisições, etc.

Simbologias
 

  • Ke - Custo de oportunidade (custo de capital) do capital próprio;
  • PL - Patrimônio Líquido;
  • ROA - Retorno sobre o Ativo Total (Return on Assets);
  • ROE - Retorno sobre o Patrimônio Líquido (Return on Equity).

Desempenho dos Bancos no Trimestre

Indicadores elaborados a partir de demonstrações contábeis publicadas ao final de cada trimestre. Foram selecionados alguns indicadores importantes que permitem acompanhar o desempenho dos bancos, em cada trimestre do ano.

INDICADORES DE:

EVOLUÇÃO EM RELAÇÃO A:

31/12/2007

30/09/2007

31/03/2008

31/12/2007

30/06/2008

31/03/2008

01/01/2008 a 30/06/2008

30/06/2007

(Primeiro semestre de 2008 em relação ao primeiro semestre de 2007)


Copyright © 2004 - Instituto Assaf. Todos os direitos reservados.