Grupo 1: Desempenho Operacional
Margem Bruta - Relação entre o Lucro Bruto e o montante das Receitas
Líquidas de Vendas. Mede a eficiência produtiva, ou seja, quanto restou de lucro
das vendas do exercício após a dedução dos custos de produção.
Giro dos Investimentos – Relação entre o montante das Receitas
Líquidas de Venda e o total do Capital Investido (investimento fixo e investimento
em giro). Para cada R$ 1,00 de investimento total, quanto a empresa realizou em vendas.
Giro dos Ativos – Relação entre o montante das Receitas Líquidas
de Venda e o Ativo Total.
Margem Operacional Restrita – Relação entre o Resultado Operacional
Restrito (líquido do IR) e o montante das Receitas Líquidas de Venda. Resultado
Operacional Restrito é o resultado proveniente da atividade objeto da empresa, calculado
antes das Despesas Financeiras e outras que não se vinculam, com maior rigor, ao
negócio principal da empresa, como Resultados de Equivalência Patrimonial e Resultados
Não Operacionais.
Margem Operacional Ampla – Relação entre o Resultado Operacional
Amplo (líquido do IR) e o montante das Receitas Líquidas de Venda. Para o cálculo
do Resultado Operacional Amplo somente as Despesas Financeiras são admitidas como
não-operacionais.
ROCE – Retorno sobre o Capital Investido – Relação entre o Resultado
Operacional Amplo (líquido do IR) e o Investimento Total (Capital Employed).
Retorno
oferecido aos proprietários de capital (credores e acionistas) pelo investimento
realizado na empresa.
Vida Útil Média da Empresa (anos) – Relação entre o total bruto
dos ativos fixos, sujeitos a depreciação, amortização e exaustão, pelo valor da
depreciação/amortização/exaustão calculado para o exercício. Mede a duração (em
anos) média dos ativos produtivos da empresa com base nas informações de cada exercício
social.
Grupo 2: Desempenho das Vendas
Evolução das Vendas – Mede o crescimento percentual das Receitas
Líquidas de Vendas das empresas de um exercício social para outro.
Evolução do NOPAT Amplo – Mede o crescimento percentual do Resultado
Operacional Amplo Líquido do IR (NOPAT Amplo) verificado de um exercício social
para outro.
Evolução do NOPAT Restrito - Mede o crescimento percentual do Resultado
Operacional Restrito Líquido do IR (NOPAT Restrito) de um exercício social para
outro.
Despesas Operacionais / Vendas – Relação entre as Despesas Operacionais
totais (são excluídas somente as despesas financeiras) e as Receitas Líquidas de
Vendas. Parte das receitas de vendas destinada a cobrir as despesas operacionais
incorridas pela empresa em cada exercício social.
Despesas Financeiras (Líq. IR) / Vendas – Relação entre as Despesas
Financeiras Líquidas do IR (despesas com juros líquidas do benefício fiscal) e as
Receitas Líquidas de Vendas. Parcela das receitas de vendas destinada a cobrir os
encargos financeiros de competência de cada exercício social.
Margem Líquida – Relação entre o Resultado Líquido e as Receitas
Líquidas de Vendas de cada exercício social. Indica a parcela das receitas de vendas
que restou aos proprietários após serem cobertos todos os custos e despesas incorridos
no exercício.
Empresas com Resultado Líquido Positivo – Porcentagem das companhias
abertas que apresentaram Resultado Líquido positivo.
Grupo 3: Geração de Caixa e Equilíbrio Financeiro
Liquidez Corrente – Relação entre o Ativo Circulante e o Passivo
Circulante apurados em cada exercício. Para cada R$ 1,00 de dívidas correntes (curto
prazo), quanto a empresa mantém em ativos de mesma maturidade.
Liquidez Seca – Relação entre o Ativo Circulante (deduzido dos
Estoques e Despesas Antecipadas) e o Passivo Circulante. Mede a capacidade de pagamento
da empresa através de seus ativos monetários correntes (basicamente disponibilidades
e valores a receber).
EBITDA / Vendas – EBITDA (em inglês: earning before interest,
taxes, depreciation/depletion and amortization): Lucro antes dos Juros, Impostos
sobre lucros, Depreciação, Exaustão e Amortização. EBITDA revela capacidade de geração
interna de caixa da empresa. EBITDA / Vendas mede o equivalente percentual das Receitas
Líquidas de Vendas que a empresa gerou em caixa de suas operações no exercício.
EBITDA / Despesas Financeiras – Indicador também conhecido por
“Cobertura de Juros”. Mede a geração interna de caixa para cada R$ 1,00 apropriado
de juros no exercício.
NIG em Dias de Vendas – NIG (Necessidade de Investimento em Giro)
reflete a efetiva necessidade de investimento em giro de uma empresa, expresso em
unidades monetárias, e determinada pelos seus prazos operacionais e volume de atividade.
NIG em Dias de Vendas é determinada pela relação entre o total da NIG (R$) da empresa
e o volume médio diário de vendas do exercício. Quantos dias de vendas são demandados
para financiar as necessidades de capital de giro da empresa.
NIG / Vendas – Relação entre a NIG (Necessidade de Investimento
em Giro) e as Receitas Líquidas de Vendas. Parcela (em %) que a necessidade de investimento
em giro da empresa representa de seu montante de vendas.
Grupo 4: Estrutura de Capital e Alavancagem
Endividamento Total (Fim de Ano) – Relação entre o Passivo Total
(Circulante + Exigível de Longo Prazo) e o Patrimônio Líquido. Para cada R$ 1,00
de capital próprio investido, quanto a empresa captou de terceiros. O indicador
é calculado em valores de final do exercício.
Endividamento Total (Médio) – Indicador semelhante ao anterior,
diferenciando-se somente por ser calculado, para cada exercício social, em valores
médios de Patrimônio Líquido e Passivos Exigíveis.
Endividamento Oneroso Médio – Relação entre os Passivos Onerosos
geradores de encargos financeiros (empréstimos e financiamentos, basicamente) e
o Patrimônio Líquido verificada em cada exercício social.
Passivo Total Médio / Ativo Total Médio – Relação entre o Passivo
Total (Circulante e Exigível de Longo Prazo) e o Ativo Total. Calculado a partir
de valores médios do exercício. Indica a participação dos recursos próprios no financiamento
do ativo total da empresa em cada exercício.
Passivo Oneroso Médio / Ativo Total Médio – Relação entre os Passivos
Onerosos e o Ativo Total de cada exercício, ambos medidos em valores médios. Mede
a participação das dívidas onerosas no total do Ativo da empresa.
Grupo 5: Geração de Valor ao Acionista
ROE – Retorno Sobre Patrimônio Líquido – Relação entre o Resultado
Líquido e o Patrimônio Líquido Médio mantido pela empresa no exercício. Taxa de
rentabilidade oferecida ao capital próprio.
Prêmio pelo Risco do Acionista ( % ) – Quanto o acionista auferiu
de retorno, em porcentagem, acima da taxa média da SELIC no exercício. SELIC: taxa
de referência dos juros no mercado, admitida como de mais baixo risco.
Prêmio pelo Risco do Acionista ( R$ ) – Valor (em R$) obtido pelo
acionista acima do ganho monetário que o capital próprio auferiria se tivesse sido
aplicado à taxa SELIC. O capital próprio (patrimônio líquido) é considerado, para
cada exercício, pelo seu valor médio.
Prêmio pelo Risco do Acionista / Patrimônio Líquido – Ganho (em
R$) auferido pelo acionista acima da SELIC em relação ao capital próprio médio investido
na empresa em cada exercício.
Resultado do Acionista pela Alavancagem – Relação entre o Retorno
sobre o Patrimônio Líquido (ROE) e o Retorno do Capital Investido (ROCE). Mede o
retorno adicional do acionista (positivo ou negativo), em cada exercício, em razão
da empresa manter uma estrutura de capital alavancada.
Grupo 6: Métricas de Valor
Ke – Custo do Capital Próprio – Custo de oportunidade do acionista.
Remuneração mínima exigida determinada pelo risco do investimento. É obtido por
benchmark do mercado dos EUA de acordo com metodologia resumida acima no item “Tratamento
das Informações Contábeis”.
WACC – Custo Total de Capital – Custo médio ponderado de capital.
Custo de cada fonte de financiamento (própria e de terceiros) ponderado pela participação
na estrutura de capital da empresa. Taxa mínima de atratividade do capital total
investido.
ROE Econômico – Retorno sobre o Capital Próprio que excede ao Custo
de Oportunidade do Acionista (Custo de Capital Próprio). Ou seja: ROE – Ke. Taxa
de remuneração do acionista que excedeu ao risco de seu investimento. Indicador
de geração de valor econômico do acionista.
ROCE Econômico – Retorno do Capital Investido (ROCE) que excedeu,
em cada exercício, ao Custo Total de Capital (WACC) da empresa. Medida de geração
de valor econômico da empresa.
Valor da Empresa / Capital Investido - Relação entre o Valor de
Mercado da empresa, apurado com base no desempenho em cada exercício, e o total
do capital investido em seus negócios (investimento fixo e investimento em giro).
Quando superior a 1,0, indica ser o valor econômico da empresa maior que o capital
investido, indicando criação de riqueza. Caso contrário, quando menor que 1,0, reflete
destruição de valor da empresa no exercício.
Grupo 7: Taxa Real de Retorno
Todos os indicadores do grupo são calculados em taxa real, ou seja,
depurados dos efeitos da inflação verificada em cada exercício.
Recomendações
As informações econômico-financeiras e indicadores de desempenho das companhias abertas brasileira, conforme disponibilizados nesse site, não têm por objetivo nortear
ou induzir a qualquer decisão financeira, seja tanto em nível corporativo como pessoal.
Não há nenhuma responsabilidade pelo uso dessas informações e resultados que venham
a ocorrer pelas decisões tomadas.
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